Acorde da escravidão

Imagine ser obrigado a casar com alguém que você não quer.
Parece absurdo? Sim. Seu corpo é sua primeira propriedade, e a escolha deve ser sua — não importa a motivação da recusa.

Esta é a essência da propriedade privada: ela é sua. E por ser sua, você deve ser soberano para dispor dela como quiser pacificamente, inclusive para escolher quem poderá usá-la — como ocorre no casamento, no qual o cônjuge permite que sua primeira propriedade, o corpo, seja usada para fins sexuais e de convivência.

Agora pense: se é violência obrigar você a ceder o corpo sem permissão (estupro, espancamento, agressão), por que não é violência obrigar você a alugar a própria casa contra a vontade?

Porque são bárbaros. E bárbaros não respeitam princípios universais. Eles agem motivados por sentimentos caóticos que mudam conforme as marés políticas do momento.

Foi exatamente isso que um Tribunal fez: ignorou os direitos naturais de propriedade da dona de um imóvel que escolheu não alugar a própria casa para quem não queria.

O princípio é o mesmo.

Hoje, obrigam você a alugar a própria casa para quem não quer, porque, na prática, nenhum brasileiro é dono de nada. Tudo já pertence ao Estado, todos já são escravos — e nem perceberam. O Tribunal já deu a sua sentença:
“Escrava, vai alugar a casa para quem eu mandar, porque sua casa não te pertence!”

Barbárie legalizada.

Esta loucura só foi possível porque há muito tempo já não existem mais tribunais, nem juízes, mas apenas políticos de toga, que ignoram os direitos mais básicos — como o de propriedade — para impor pela força bruta legalizada uma ideologia bárbara: o Estado é Deus, tudo pertence ao Estado, inclusive sua casa.

Hoje, forçam você a alugar sua casa para quem eles querem. Amanhã, forçarão você a casar com quem não quer e a aceitar que seu corpo seja usado para finalidades diversas contra a sua vontade: barriga de aluguel forçada, testes de medicamentos, fazenda de órgãos, trabalho escravo. Não há limites quando os princípios universais são desrespeitados em nome de belas palavras como “ordem pública”, “bem de todos”, “dignidade humana” ou até mesmo o “amor divino”.

Pouco importa se a barbárie vem da caneta “bondosa” dos juízes ou do coração “bondoso” dos inquisidores medievais.

Barbárie é barbárie. Et barbarii delenda est!

Pratique o 3º Princípio Universal: respeite o uso pacífico da propriedade.

Referências:

https://revistaoeste.com/brasil/tribunal-mantem-condenacao-de-proprietaria-que-se-recusou-a-alugar-imovel-para-trans/

https://www.tjsp.jus.br/Noticias/Noticia?codigoNoticia=68586

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